Na manhã desta sexta-feira (10), o vereador mossoroense Cabo Deyvinson (PL) foi o convidado do programa Comando 97. Em uma entrevista marcada por forte tom político, o parlamentar quebrou o silêncio sobre os fatos recentes que têm movimentado os bastidores do município, incluindo o andamento das investigações sobre o atentado sofrido por ele no mês passado e os embates acerca de seu mandato na Câmara Municipal.
Durante o espaço de entrevista, Deyvinson relembrou o trágico episódio ocorrido em frente à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Alto de São Manoel, que culminou na morte de seu assessor, Alyson Dyego. O vereador reforçou sua cobrança por respostas rápidas das forças de segurança estaduais quanto aos mandantes do crime, especialmente após a prisão de suspeitos no Ceará e a identificação de transações financeiras suspeitas que podem sugerir um crime encomendado.
"A verdade precisa vir à tona. Perdi um amigo de trabalho em um ataque covarde contra a minha vida e contra a fiscalização que fazemos na cidade. Não vão me calar com balas", pontuou o parlamentar durante a entrevista.
Disputa partidária e denúncias na saúde
Outro ponto crucial da conversa foi a situação partidária do vereador. Eleito originalmente em 2024 pelo MDB, o parlamentar migrou para o Partido Liberal (PL) com o objetivo de pavimentar uma candidatura à Câmara Federal, movimento que gerou uma ação de perda de mandato por suposta infidelidade partidária movida por sua antiga legenda. Deyvinson classificou o processo como "perseguição política" promovida por lideranças do antigo partido a nível estadual, motivada por sua postura independente e de forte oposição.
Ao final, Cabo Deyvinson reafirmou seu compromisso com as pautas de segurança pública e com as fiscalizações das unidades de saúde de Mossoró, garantindo que manterá a mesma linha de atuação no legislativo municipal.
A entrevista completa, transmitida ao vivo, está disponível em nosso YouTube.