Relatório da Anvisa aponta preocupação com alto teor de sódio em alimentos industrializados
A mortadela surge como o alimento mais preocupante com um alto teor de sódio e não alcançando as metas estabelecidas em ambos os anos analisados.
100 % das demais variedades de mortadela apresentam alto teor de sódio (> 601 mg/100 g).
Na última quarta-feira, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) divulgou um relatório sobre a presença excessiva de sódio em alimentos industrializados nos anos 2020 e 2021. O estudo, elaborado para avaliar o cumprimento das metas dos Planos Nacionais de Redução de Sódio e Açúcares em Alimentos Industrializados, revelou que a mortadela surge como o alimento mais preocupante, não alcançando as metas estabelecidas em ambos os anos analisados.Das mortadelas de ave, 8,7 % foram classificadas na categoria de teor moderado de sódio (121 a 600 mg/100 g), enquanto 100 % das demais variedades apresentaram alto teor (> 601 mg/100 g).
De acordo com a Anvisa, cerca de 72% das categorias de alimentos avaliadas atingiram as metas de redução de sódio, porém, mais de 60% dos produtos ainda excedem os limites recomendados pela Organização Pan-Americana da Saúde (Opas). Este cenário coloca o Brasil com a menor adesão às metas regionais de redução de consumo de sódio em comparação com outros países da América Latina e do Caribe.
O relatório ressalta que o alto consumo de sódio está associado ao desenvolvimento de hipertensão, uma condição que aumenta o risco de doenças cardiovasculares e acidente vascular cerebral (AVC). Surpreendentemente, estima-se que 4 em cada 10 adultos com hipertensão não conseguem controlar sua pressão arterial.
Diante dessas preocupações, especialistas enfatizam a urgência de políticas de saúde pública mais eficazes para promover uma alimentação mais saudável e reduzir o consumo excessivo de sódio. A implementação de medidas regulatórias mais rigorosas e campanhas de conscientização sobre os perigos do consumo excessivo de sódio são vistas como essenciais para combater esse problema de saúde pública.
FONTE: Anvisa