Em uma noite marcada por emoção, tensão e reviravoltas, o América confirmou sua força no futebol potiguar e conquistou o segundo tetracampeonato de sua história ao vencer o ABC nas cobranças de pênaltis, após empate por 1 a 1 no tempo normal, na Arena das Dunas. Diante de um público vibrante, o Alvirrubro encontrou nos pés de Souza, na segurança de Renan Bragança e na ousadia do jovem Renzo os pilares de uma conquista histórica e a data de 21 de março entra de vez para a história alvirrubra.
Com o passar do tempo, o ABC conseguiu esfriar o ímpeto rival, diminuiu a velocidade do jogo e passou a equilibrar as ações. O Alvinegro cresceu na partida e levou perigo em jogadas trabalhadas, como na tabela entre Lucas Marques e João Diogo, que quase terminou em um gol de letra. O América respondeu em bola parada, com Salatiel assustando em cabeçada após escanteio cobrado por Souza. Apesar das chegadas, os goleiros foram pouco exigidos na etapa inicial, evidenciando a falta de precisão dos ataques.
No segundo tempo, o confronto ganhou contornos mais físicos e disputados. As duas equipes passaram a brigar intensamente pela posse de bola, com menos espaços e mais marcação. O ABC, aos poucos, se mostrou mais presente no campo ofensivo, enquanto o América tentava reorganizar o setor de criação com mudanças promovidas por Ranielle. Nas cobranças de pênaltis, o América foi mais eficiente e contou com a frieza de seus jogadores. Renan Bragança brilhou ao defender a cobrança de Luiz Fernando, enquanto Lucas Marques acertou a trave pelo lado abecedista. Coube ao capitão Souza a responsabilidade da última cobrança, e ele não desperdiçou. Com categoria, converteu o pênalti que garantiu o título e eternizou mais uma conquista na história alvirrubra.
Assim, em uma final digna da maior rivalidade do estado, o América reafirma sua grandeza, alcança o tetracampeonato e escreve mais um capítulo memorável no futebol do Rio Grande do Norte, com personagens que dificilmente serão esquecidos por sua torcida.
TN