Animais de estimação podem ajudar a retardar o progresso da demência entre pessoas com mais de 50 anos que moram sozinhas, diz estudo

Animais de estimação podem ajudar a retardar o progresso da demência entre pessoas com mais de 50 anos que moram sozinhas, diz estudo

Por -Portal 97 FM
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Uma notícia que vai agradar muitos donos de animal de estimação. De acordo com um estudo realizado pelos pesquisadores da Universidade Sun Yat-sen, em Guangzhou na China, ter uma animal doméstico em uma idade mais avançada, pode ser uma ótima ideia, já que ajuda na diminuição do desenvolvimento de demência.

O estudo, publicado terça-feira no JAMA Network Open, determinou que ter um animal de estimação fez diferença na memória verbal e na fluência entre adultos que viviam sozinhos.

O autor do estudo, professor Ciyong Lu, disse no estudo que taxas mais lentas de declínio da memória verbal e da fluência foram observadas naqueles que viviam sozinhos – mas não naqueles que viviam com outras pessoas.

“A posse de animais de estimação compensou as associações entre viver sozinho e o declínio das taxas [de] memória verbal e fluência verbal”, disse ele. Os pesquisadores descobriram que ter um animal de estimação ajuda as pessoas com demência.  

A pesquisa envolveu mais de 7.900 participantes com mais de 50 anos, sendo que cerca de 35% deles possuíam animais de estimação e 27% moravam sozinhos.

No estudo, Lu disse que aqueles que moram sozinhos com animais de estimação apresentam taxas mais lentas de desenvolvimento de sinais de demência.

“Essas descobertas sugerem que ter animais de estimação pode estar associado a um declínio cognitivo mais lento entre os idosos que vivem sozinhos”, disse ele.

“Ao contrário de viver sozinho”, escreveram os autores, “a posse de animais de estimação (por exemplo, criar cães e gatos) está relacionada à redução da solidão, um importante fator de risco para demência e declínio cognitivo”.

Lu disse que serão necessários ensaios clínicos para confirmar os resultados do estudo.

Atualmente, mais de 55 milhões de pessoas em todo o mundo sofrem de demência – com quase 10 milhões de novos casos a cada ano, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). 

A doença de Alzheimer é a forma mais comum de demência, sendo atualmente a 7ª principal causa de morte, observa também a OMS. Os primeiros sintomas de demência incluem esquecimento, confusão, perda de noção do tempo, avaliação errada de distâncias, ansiedade, mudanças de personalidade, envolvimento em comportamento inadequado e muito mais. 

Os primeiros sintomas de demência incluem esquecimento, confusão, perda de noção do tempo, avaliação errada de distâncias, ansiedade, mudanças de personalidade, comportamento inadequado e muito mais.

Atualmente não existe cura para a demência ou para alguém que desenvolva sinais de demência, mas a OMS sugere que permanecer ativo e continuar a estimular o cérebro pode ajudar.


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