Cobertura vacinal foi abaixo da meta em mais de 60% dos municípios brasileiros em 2023

Essa tendência de queda nas coberturas vacinais preocupa as autoridades de saúde, pois pode resultar em surtos de doenças

Por -Redação 97 FM
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Segundo dados do Portal do Butantan, mais de 60% dos municípios brasileiros não atingiram a meta de 95% de cobertura vacinal recomendada pelo Ministério da Saúde em 2023, especialmente para vacinas aplicadas no primeiro ano de vida, revela o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Apesar do aumento no número total de cidades que alcançaram a meta, os dados mostram que a situação ainda está aquém do desejado. Uma exceção foi a primeira dose da vacina tríplice viral, alcançando ou superando a meta em 3.084 municípios. No entanto, a cobertura cai drasticamente para a segunda dose, com apenas 1.326 municípios atingindo o índice recomendado. Essa tendência de queda nas coberturas vacinais preocupa as autoridades de saúde, pois pode resultar em surtos de doenças evitáveis, como sarampo e poliomielite, em todo o país. A importância das altas coberturas vacinais é destacada, pois garantem a proteção coletiva, especialmente para grupos vulneráveis. Estratégias para melhorar a cobertura vacinal, como microplanejamento e busca ativa por não vacinados, são enfatizadas pelo Ministério da Saúde para garantir a proteção da população contra doenças preveníveis por vacinação. Segundo os dados preliminares divulgados pelo Ministério da Saúde, oito imunizantes previstos no calendário infantil registraram alta quando comparados a 2022. Foram eles: hepatite A, que saltou de 73% para 79%; primeiro reforço da pneumocócica, de 71% para 78%; primeiro reforço da meningocócica, de 75% para 80%; DTP, de 67% para 75%; primeira e segunda doses da tríplice viral, que aumentaram de 80% para 86%, e de 58% para 62% respectivamente; poliomielite, de 67% para 75%; e febre amarela, de 61% para 67%. Já a vacina BCG, que protege contra a tuberculose, e a da hepatite B – ambas ministradas nos primeiros 30 dias do recém-nascido –, tiveram a pior cobertura da última década, com redução de quase 30% em relação ao ano anterior. 
De acordo com a pasta, uma reestruturação que buscou unificar os diferentes sistemas utilizados para registrar as vacinas aplicadas pode ter impactado os números. Acredita-se que mais de 2,6 milhões de doses realizadas diretamente nas maternidades, entre janeiro e maio de 2023, ficaram de fora da conta – sendo 400 mil de BCG e 600 mil de hepatite B. Mesmo com a correção, os números ficariam abaixo do esperado.