“Minhas filhas nunca me ouviram falar”, diz mulher que recupera fala após transplante inédito de laringe
Karine estava há 20 anos sem falar após complicação na intubação na quando sofreu uma parada cardíaca
Um cirurgião francês prepara um enxerto de pele (Foto ilustrativa). JEFF PACHOUD / AFP
Na França, uma paciente que estava há 20 anos sem voz e respirava por meio de uma traqueotomia, voltou a falar após um transplante inédito de laringe realizado com sucesso. Karine perdeu a voz devido a complicações na intubação quando sofreu uma parada cardíaca em 1996. Foram anos de silêncio que agora deram lugar a esperança de voltar a falar. Dias depois de ter feito o transplante, Karin já começou a fazer sessões de reabilitação das cordas vocais, da deglutição e da respiração com fonoaudiólogo e já conseguiu pronunciar algumas palavras.
“Minhas filhas nunca me ouviram falar” Um dos motivos que fizeram com que Karine se voluntariasse para fazer o transplante, foram as suas filhas. “Minhas filhas nunca me ouviram falar”, diz a paciente. Ela escreveu que queria uma vida normal e ter “coragem” e “paciência” para enfrentar a dor e o esforço necessário para reaprender a articular as palavras. Em 2019 Karine foi considerada como elegível para a cirurgia , porém a pandemia interrompeu o processo. O primeiro transplante de laringe na história foi em 1998 em Cleveland, Estados Unidos, em um homem tinha perdido as cordas vocais em um acidente de moto. Este foi o primeiro transplante na França, o cirurgião Philippe Céruse, médico que comandou a operação de Karine, se interessou pelo caso, mas a ideia acabou não indo adiante na época. Em 2010 ele foi convidado por um colega colombiano que havia reproduzido esse transplante muito delicado, para ver como fazia a retirada da laringe. Segundo o Céruse, retirar uma laringe é “um dos aspectos mais complexos”. Ele explica que esse órgão “é estruturado por nervos muito pequenos e vascularizado por artérias e veias que se cruzam muito pequenas”.
Finalmente aconteceu! Em 2022, a equipe francesa voltou ao trabalho. Em 1º de setembro foi feita a cirurgia, liderada pelos professores Céruse e Badet. Ela durou 27 horas. Doze cirurgiões e cerca de 50 funcionários do Hospital Universitário de Lyon participaram dessa operação pioneira na França.
Com Informações Rfi
“Minhas filhas nunca me ouviram falar” Um dos motivos que fizeram com que Karine se voluntariasse para fazer o transplante, foram as suas filhas. “Minhas filhas nunca me ouviram falar”, diz a paciente. Ela escreveu que queria uma vida normal e ter “coragem” e “paciência” para enfrentar a dor e o esforço necessário para reaprender a articular as palavras. Em 2019 Karine foi considerada como elegível para a cirurgia , porém a pandemia interrompeu o processo. O primeiro transplante de laringe na história foi em 1998 em Cleveland, Estados Unidos, em um homem tinha perdido as cordas vocais em um acidente de moto. Este foi o primeiro transplante na França, o cirurgião Philippe Céruse, médico que comandou a operação de Karine, se interessou pelo caso, mas a ideia acabou não indo adiante na época. Em 2010 ele foi convidado por um colega colombiano que havia reproduzido esse transplante muito delicado, para ver como fazia a retirada da laringe. Segundo o Céruse, retirar uma laringe é “um dos aspectos mais complexos”. Ele explica que esse órgão “é estruturado por nervos muito pequenos e vascularizado por artérias e veias que se cruzam muito pequenas”.
Finalmente aconteceu! Em 2022, a equipe francesa voltou ao trabalho. Em 1º de setembro foi feita a cirurgia, liderada pelos professores Céruse e Badet. Ela durou 27 horas. Doze cirurgiões e cerca de 50 funcionários do Hospital Universitário de Lyon participaram dessa operação pioneira na França.
Com Informações Rfi